Muitos utilizadores da web provavelmente ainda não conhecem este termo – Scareware. Basicamente, é uma táctica usada no cibercrime para provocar pânico, medo ou ansiedade com o intuito de infectar um utilizador menos experiente com malware.
Algumas formas de spyware e adware usam o scareware como via de propagação.
Referindo algumas teorias sobre controlar o pânico, que penso que se aplicam perfeitamente ao scareware, antes de qualquer acto imediato e irracional, devemos relaxar, controlar a respiração, pensar, analisar e actuar com inteligência para chegarmos à conclusão de que se trata de um esquema para usufruir dos nossos dados privados. Entrarmos em pânico só vai alimentar com mais força o scareware.
Um exemplo prático desta ramificação do malware, se é que posso chamar assim, são os avisos de que um utilizador está infectado com um vírus perigoso capaz de destruir por completo os dados [de notar: pânico] e a única salvação possível é a instalação de um anti-vírus(fictício) que na realidade é, na maiorias das vezes, malware.
Este método tem sido bastante rentável para o cibercrime, tanto a nível monetário, porque alguns desses anti-vírus falsos são pagos, como a nível de máquinas controláveis ligadas entre si – botnets, para lançar ataques DoS. Segundo o Anti-Phishing Working Group, o scareware cresceu quase 3 vezes num espaço de 6 meses e está a ganhar cada vez mais força.
Os scareware’s mais conhecidos dos últimos anos, foram o “AntiVirus XP 2008″ e o “WinAntiSpyware 2008″. Dois programas que alegadamente forneciam protecção mas que após a instalação, roubavam dados confidenciais e abriam janelas para alertar de problemas no equipamento.


Mas não é só o Microsoft Windows que é o alvo das redes do cibercrime, também o sistema operativo Mac OSX já é atingido por scareware, muito devido ao crescimento das vendas da Apple nos últimos tempos. O recente caso de software falso de vídeo oferecido aos utilizadores de Mac, vem reforçar que não vai ficar por aqui os ataques a sistemas alternativos ao Windows.
Existem várias maneiras de prevenir scareware:
- Ter conhecimento de como funciona o seu anti-vírus porque assim irá perceber como este tipo de programas procede quando detecta algo perigoso.
- Quando desconfiar de qualquer janela popup que possa ser um esquema/scam, feche imediatamente o browser, tendo em conta que não deve clicar em nada dessa janela.
- Verificar regularmente o seu anti-vírus por actualizações e garantir que está protegido contra spyware e adware.
- Verificar sempre ao clicar em links se a caixa de endereço se mantém fiável e não uma página no qual desconfia ser perigosa.
Claro que existem diversas maneiras de dar a volta a estes quatro pontos que lhe forneci, mas enquanto não se mudar a mentalidade de certos utilizadores que não se preocupam em actualizar o software, existem várias maneiras de poder ser infectado sem se aperceber usando, por exemplo, falhas no Adobe Reader, Flash, aplicações no Facebook, etc.
Para terminar este artigo, relembro os tempos em que o scareware era inofensivo. Quem é que não se lembra de programar pequenas aplicações na escola para brincar com os colegas ou professores, em que abria uma janela e que se movia cada vez que se aproximava no botão de fechar…
DS
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